NANA Atribuciones y Caracteristicas de los hijos

ATRIBUIÇÕES de NANA y CARACTERISTICAS DOS FILHOS

ATRIBUIÇÕES:

A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres
emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais
equilibrada .

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ

Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em
conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em
excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também
ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair
censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz
valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos
problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande
capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito
mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o
perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma
habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive
voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e
necessidades dos outros.
Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não
obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas
cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são
evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias,
nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.
Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, mantém-nas sempre no caminho da sabedoria
e da justiça.
Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante
da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um
mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos
novos costumes, da nova moralidade, etc.
Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que
realmente têm.
Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas
lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma
eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo
tendência a se comportar com a indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de
suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça, com segurança e majestade.
O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu temperamento é severo e austero.
Rabugento, é mais temido do que amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da
sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação,
à ambição social.

CARACTERÍSTICAS de Nana

Cor :Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul)
Fio de Contas: Contas, firmas e miçangas de cristal lilás.
Ervas: Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá. (Em algumas casas: assa peixe,cipreste, erva macaé, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro,manacá, rosa vermelho escura, tradescância)
Símbolo: Chuva.
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Flores: Todas as flores roxas.
Essências: Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália.
Pedras: Ametista, cacoxenita, tanzanita
Metal: Latão ou Níquel
Saúde: Dor de cabeça e Problemas Intestino
Planeta: Lua e Mercúrio
Dia da Semana: Sábado (Em algumas casas: Segunda)
Elemento: Água
Chakra: Frontal e Cervical
Saudação: Saluba Nanã
Bebida: Champanhe
Animais: Cabra, Galinha ou Pata. (Brancas)
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Numero: 13
Data: Comemorativa 26 de julho
Sincretismo: Nossa Senhora Santana
Incompatibilidades: Lâminas, multidões.
Qualidades: Ologbo, Borokun, Biodun, Asainán, Elegbe, Susure


NANÃ

A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo
dos rios e dos mares. O único Orixá que não reconheceu a soberania de Ogum por ser o dono dos metais.
É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri - um feixe de
ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
Nana é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma lavagem do corpo no seu elemento, uma limpeza de
grande força, uma homenagem a este grande orixá.
Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com
as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também
sua criação simultânea a da criação do mundo.
1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela
responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra,
e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se
transforme continuamente e nada se perca.
Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente
desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente
ressentido.
Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito
discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por
exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã
"escondida".
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos
que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a
esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e
esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto
e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os Orixás mais
extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são
modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a
nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período
é justamente Nanã. Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura
austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma forma de explosão
emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por Nanã, por parte
de alguém do culto, implica um compromisso muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhosde-
santo e de quem a invoca em geral sempre a mesma relação austera que mantém com o mundo.
Nanã forma par com Obaluaiê. E enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do
espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve
em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero
materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.
Este mistério divino que reduz o espírito, é regido por nosso amado pai Obaluaiê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.
Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos
os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne,
onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice,
que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.
Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio,
ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda
uma encarnação.
Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a
sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando
tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.
Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o
domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.
Quando dança no Candomblé, ela faz com os braços como se estivesse embalando uma criança. Sua festa
é realizada próximo do dia de Santana, e a cerimônia se chama Dança dos Pratos.

ORIGEM

Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela mitologia iorubá,
quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual Republica do Benin) , assimilando sua cultura e
incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já estabelecida.
Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e quase todos os
Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nanã (mito jeje) assume a figura
de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a paternidade de Oxalá sobre estes também,
paternidade essa que não é original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente
não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se
mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nanã
e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá.
É neste contexto, a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaiê) e Oxumarê.


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